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Qualiescola busca melhorar ensino nas escolas na Bomba do Hemetério




Por: Instituto Walmart - 22/11/2011


Uma parceria entre o Instituto Walmart, Instituto de Qualidade do Ensino (IQE) e a empresa EMS na realização do programa Qualiescola começa a apresentar os primeiros resultados na melhoria da qualidade do ensino em seis escolas municipais da região da Bomba do Hemetério, bairro do Recife (PE). O trabalho, que começou no ano passado, envolve a qualificação de 58 professores, 12 gestores e impacta a educação de 1.700 crianças.


“A cada seis meses avaliamos o aproveitamento dos alunos. E, em 80% das turmas, já conseguimos que os resultados progredissem cerca de 10%. Achei muito positivo porque esse resultado não é esperado em uma fase ainda de estruturação do projeto”, comenta a diretora geral do IQE em Pernambuco, Iran Freitas.


A participação das escolas da Bomba no Qualiescola faz parte do Bombando Cidadania e passou por uma fase inicial em 2010, com a preparação de dois profissionais para atuarem como formadores. A capacitação dos professores e gestores nas escolas só começou a ser realizada por esses formadores e também pela equipe do IQE no início deste ano. Por isso, os resultados recentes surpreendem. O objetivo é chegar a elevar em 70% o aproveitamento dos alunos.


"O envolvimento efetivo da escola é fundamental no processo de desenvolvimento local. O projeto Qualiescola serve também como uma porta de entrada para a temática na escola", ressalta a gerente do Instituto Walmart, Adriana Franco.


O programa tem duração de 30 meses. Nesse período, os professores recebem duas horas semanais de formação, com foco intercalado no aprimoramento do ensino de Português, em uma semana, e de Matemática, na outra. Além disso, eles recebem orientação individual em sala de aula semanalmente.


“Está sendo maravilhoso. Eles vêm, entram na sala, ajudam, observam, dão sugestões. Também proporcionam momentos de troca entre os professores nos quais a gente acaba tendo um incentivo a mais para continuar melhorando”, afirma a professora do primeiro ano do ensino fundamental na Escola Municipal Luiz Lua Gonzaga, Cristiane Tenório.


Enquanto os professores estão sendo preparados para trabalhar com as dificuldades de aprendizado dos alunos, os gestores estão resgatando suas funções de coordenação pedagógica nas escolas. “A gente trabalha com a parte administrativa, financeira, gerencia pais, professores, e acaba perdendo a visão pedagógica. Agora, paramos para pensar que, acima de tudo, somos educadores e que precisamos refletir sobre o papel do professor na escola e dar apoio a ele para realizar seu trabalho”, diz a diretora da Escola Municipal Luiz Lua Gonzaga, Mabel Prazeres.


A vice-diretora da escola, Simone Cunha, concorda. “Tem sido uma grande experiência, e vem mudando a nossa forma de agir. No último conselho de ciclo, em vez de nos reunirmos apenas para ouvir os professores contando sobre as dificuldades dos alunos, nos antecipamos. Fizemos reuniões individuais usando os resultados da avaliação do IQE e juntamos os professores depois para falar sobre as soluções das dificuldades”, explica.